GLERN divulga manifesto em defesa da Constituição e exige apuração rigorosa de fatos envolvendo autoridades
Natal (RN) — Diante do agravamento das tensões institucionais e de sucessivos inquéritos que colocam sob escrutínio membros do alto escalão dos Três Poderes da República em Brasília, a Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Norte (GLERN) emitiu um manifesto público oficial. No documento, a potência potiguar cobra rigor e transparência nas apurações, exige o cumprimento do devido processo legal e reafirma a neutralidade partidária da Maçonaria regular frente à polarização política nacional.
“A instituição não tem lado político, não tem ideologia partidária e não tem candidato. Seu compromisso soberano é com a sociedade brasileira, com a Constituição Cidadã e com a sustentação inegociável do Estado Democrático de Direito.”
Reconhecida como Potência Maçônica Regular e atuante no Estado desde 1974, a entidade declarou acompanhar o panorama nacional “com atenção e preocupação”. A nota oficial vem a público em um instante em que apurações judiciais e embates entre os Poderes voltam a tensionar o ambiente republicano, despertando apelos de diversas representações civis por temperança e respeito às regras do jogo.
O duplo recado: fim de blindagens e veto a condenações prévias
Ao se debruçar sobre as investigações que envolvem agentes públicos, a GLERN adotou uma posição técnica calculada para desarmar leituras enviesadas de grupos em disputa. Por um lado, o manifesto sustenta que as instâncias competentes devem atuar sem concessão de privilégios ou imunidades que entravem a busca pela verdade.
Por outro lado, o texto adverte taxativamente contra o perigo da espetacularização e de pré-julgamentos. A instituição exigiu a aplicação integral do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência, indicando que nenhuma autoridade pode ser condenada pela opinião pública antes da sentença transitada em julgado pelas vias de direito.
Harmonia entre Poderes e o papel da Maçonaria
A entidade evocou categoricamente o Artigo 2º da Constituição Federal de 1988, que determina a independência e a harmonia recíproca entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Ao sublinhar esse ponto, a potência maçônica expressa repúdio ao clima de invasão de competências e à proliferação de crises orquestradas que ameaçam a estabilidade democrática.
| Eixo Temático | Diretriz do Manifesto | Significado Prático / Bastidores |
|---|---|---|
| Apuração de Fatos | Investigação técnica, transparente e isenta pelos órgãos constituídos. | Fim de proteções corporativistas em apurações de desvios cometidos por autoridades. |
| Devido Processo Legal | Preservação irrestrita do contraditório e da presunção de inocência. | Combate à formação de julgamentos paralelos e vazamentos parciais no ambiente público. |
| Artigo 2º da CF/88 | Atuação estrita de cada Poder dentro de seus limites funcionais. | Freio a decisões monocráticas ou interferências políticas que desestabilizem o país. |
Ao encerrar a manifestação recorrendo à tradicional máxima de “construir templos à virtude e à concórdia”, a liderança maçônica potiguar pontuou que o papel da Ordem não é inflamar divisões, mas zelar por um país pacificado e equilibrado, fundado no primado da lei e da moralidade pública.
Documento de Origem: Manifesto público emitido em 16 de setembro de 2026, chancelado pelo Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Norte (GLERN), Robert Hook Menescal Pinto. Registro institucional disponível em: glern.org.br.
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