As imagens gravadas dentro do Colégio Ícone, na Taquara, que vêm sendo vastamente compartilhadas e viralizadas nas redes sociais ao longo dos últimos dias, revelam um quadro que vai muito além de um mero atrito esportivo de interclasse: ao ter a autoridade contestada e ser encurralado fisicamente por alunos por marcar uma falta em quadra, o professor tornou-se o retrato incontestável da falência disciplinar e institucional que corrói o ambiente de ensino no país.
Vídeo: Imagens e narração Record TV / Balanço Geral RJ (Tino Jr.) — Reprodução via Jacarepaguá Notícias RJ no Facebook
Quando um grupo de estudantes se julga no direito de coagir fisicamente um educador por discordar de uma decisão técnica, a linha da civilidade já foi cruzada há muito tempo. O espaço que historicamente deveria ser o templo da superação da ignorância e da transmissão de virtudes cívicas transformou-se em refém do compadrio, do medo institucional e da ausência deliberada de hierarquia.
A Extirpação do Civismo: O Preço da Miopia Ideológica
Alunos que peitam e intimidam docentes não surgem por mero acaso biológico ou por explosões isoladas da adolescência. Trata-se do desfecho anunciado de uma opção política e pedagógica que deliberadamente destruiu as balizas formadoras da juventude brasileira.
Durante décadas, disciplinas como Educação Moral e Cívica (EMC) e Organização Social e Política Brasileira (OSPB), instituídas pelo Decreto-Lei nº 869/1969, desempenharam um papel estruturante na formação do indivíduo. Longe de se limitarem a compêndios teóricos, eram matérias essencialmente voltadas para a prática da cidadania. Ensinava-se o dever da cortesia, a obrigação moral de ceder o lugar aos mais velhos, o respeito à faixa de pedestres, o zelo pelo patrimônio público e a reverência aos símbolos da pátria. Mais do que isso: incutia-se a consciência fundamental de que a convivência pacífica em sociedade exige o cumprimento de deveres antes da reivindicação ensandecida de direitos.
No entanto, no afã da redemocratização, prevaleceu o revanchismo político. Sob a pecha infundada de que tais conteúdos serviam apenas à propaganda do regime militar, a Lei nº 8.663/1993, posteriormente consolidada pela LDB de 1996, simplesmente varreu essas disciplinas das salas de aula. Jogou-se fora o bebê com a água do banho. Em nome de uma suposta despolitização ou vanguarda pedagógica, extirpou-se o próprio alicerce da convivência social, criando um vazio moral profundo que jamais foi preenchido por nada com igual vigor formativo.
A fatura desse erro histórico recai agora sobre toda a nação. Sem o ensino sistemático dos limites éticos, a escola produziu gerações que confundem autoridade com opressão e liberdade com libertinagem desenfreada. O resultado está à vista de todos: a desordem pública e o escárnio aos mestres tornaram-se a norma.
| Eixo de Comparação | Grade com EMC e OSPB (Até 1993) | Cenário Pós-Revogação Ideológica |
|---|---|---|
| Formação Cívica | Ensino explícito de urbanidade, deveres, respeito a leis e hierarquia | Vácuo ético; supressão dos conceitos formais de cidadania prática |
| Postura do Estudante | Consciência de limites individuais e reverência ao saber | Cultura do confronto e inversão completa da autoridade pedagógica |
| Status do Professor | Autoridade respeitada pela instituição e pela família | Vulnerável à coação e ao desrespeito dentro da sala de aula |
A Linha de Montagem de Diplomas e a Resposta do Colégio Ícone
A Fabricação de Títulos e a Degradação do Saber
Essa desestruturação da base foi agravada por uma política demagógica de facilitação acadêmica. O inchaço de matrículas transformou a educação numa fábrica de diplomas desprovidos de lastro: multiplicam-se títulos, mas entregam-se à sociedade indivíduos desprovidos de raciocínio lógico elementar e incapazes de demonstrar civilidade nas relações cotidianas. O docente torna-se o alvo primordial dessa soberba ignorante.
Diante desse cenário caótico, a conduta da liderança do Colégio Ícone merece aplausos e deve servir de exemplo institucional. Ao contrário da complacência que muitas escolas adotam para preservar mensalidades, o Conselho Geral atuou com presteza e retidão: apurou os fatos sem hesitação e aplicou medidas disciplinares enérgicas contra os infratores, prestando assistência direta ao docente atingido.
“Concluída a etapa de apuração e análise do ocorrido, o Conselho Geral informou em definitivo a adoção de medidas disciplinares. Os alunos diretamente envolvidos foram desligados de forma PREVENTIVA da instituição.”
Essa postura intransigente é o único antídoto contra a barbárie que assola a educação brasileira: sem disciplina firme e sem respaldo institucional irrestrito à autoridade dos professores, o país renuncia ao seu próprio futuro.
Aos verdadeiros mestres de toda esta nação, homens e mulheres que, mesmo sob o peso do desgaste, da incompreensão e do desamparo institucional, dedicam suas vidas a forjar caracteres, transmitir saberes e sustentar as colunas morais do Brasil, a Redação do Jornal Maçom Tá On manifesta a sua mais profunda reverência, irrestrita solidariedade e eterna gratidão.
Redação Maçom Tá On
Posicionamento Oficial: Acompanhamento formal do caso e notas públicas expedidas pela direção escolar e cobertura regional de imprensa disponíveis em: https://tupi.fm/rio.
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Livro “Retornando ao jardim do Éden – Reencontro com Deus”
Misturando psicanálise, filosofia e uma boa dose de contestação, o autor passa a limpo passagens bíblicas que sustentam séculos de medo. Ele desconstrói de forma crua conceitos como pecado, inferno e salvação, mostrando como a religião muitas vezes distorceu o sagrado para criar rédeas.
