O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma cobrança direta ao governo brasileiro a respeito do combate ao crime organizado e ao narcotráfico internacional. Em documento oficial assinado pela Casa Branca, que traça o panorama global das rotas de entorpecentes, o líder norte-americano afirmou que o Brasil “falhou” no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).
No relatório, as duas organizações brasileiras são tratadas como ameaças de alto escalão à segurança regional e internacional. De acordo com a avaliação de Washington, a falta de uma contenção enérgica permitiu que as facções transformassem o país em um entreposto estratégico para o fluxo mundial de cocaína.
“Enquanto muitos governos no Hemisfério Ocidental estão tomando medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar cartéis, o governo do Brasil falhou em confrontar as duas organizações.”
Trump defendeu que o Palácio do Planalto adote “medidas agressivas” imediatas para desarticular os dois grupos antes que suas redes de atuação se expandam ainda mais pelo continente.
Contraste Diplomático na América Latina
O tom crítico direcionado a Brasília contrastou com os elogios conferidos a outros países citados no mesmo relatório. Líderes regionais foram destacados positivamente pela postura contra o narcotráfico:
- Argentina, Equador e El Salvador: Foram apontados como parceiros estratégicos dos EUA e elogiados pela “liderança, determinação e sucesso” na repressão às facções.
- Peru: Recebeu menção de destaque pela cooperação formal com Washington e pelo compromisso em sufocar o escoamento de drogas.
- Índia: O primeiro-ministro Narendra Modi foi citado positivamente pelas ações contra o cultivo ilícito de papoula e controle da cadeia de suprimentos.
- Nicarágua: Ao lado do Brasil, o regime de Daniel Ortega e Rosario Murillo enfrentou duras críticas pela inação e por indícios de envolvimento de autoridades com o comércio de drogas.
O posicionamento da Casa Branca sinaliza uma pressão diplomática crescente sobre o Brasil, colocando a segurança pública e o controle de fronteiras no centro da pauta bilateral com os Estados Unidos.
Créditos: Montagem / Ilustração digital via IA
